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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Galbuliformes
Família: Bucconidae
 Horsfield, 1821
Subfamília: Bucconinae
 Horsfield, 1821
Espécie: N. chacuru

Nome Científico

Nystalus chacuru
(Vieillot, 1816)

Nome em Inglês

White-eared Puffbird


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

João-bobo

O joão-bobo é uma ave galbuliforme da família Bucconidae. O hábito de ficarem parados, imóveis, mesmo com a aproximação de uma pessoa, deu-lhe os nomes comuns mais utilizados no centro-oeste. Essa sua estratégia dificulta a detecção, mas facilita o abate, vindo daí o nome de apara-bala ou joão-bobo. Também é conhecido pelos nomes comuns de capitão-de-bigode, chacuru, chicolerê, colhereiro, dormião, dorminhoco, fevereiro, jacuru, joão-tolo, jucuru, macuru, paulo-pires, pedreiro, rapazinho-dos-velhos, sucuru e tamatiá.

Seu nome significa: do (grego) nustalos = sonolento; e do (guarani) chacuru = nome indígena guarani para esta ave. ⇒ Sonolento chacuru.

Apresenta 2 subespécies:

Características

Mede cerca de 18 centímetros. A cabeça é grande em relação ao corpo, com os tons negros e cinza amarronzados fazem forte contraste as áreas brancas ao redor do olho e bico, de cor avermelhada. A coleira branca da nuca liga-se ao tom cinza claro das partes inferiores, em contraste com o dorso amarronzado. A cauda é longa e fina, com uma série de listras finas mais escuras. Pousado, quase não se vê os pequenos pés. Íris amarelada.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Alimentação

Alimentam-se de insetos e pequenos vertebrados, como lagartos e pererecas. Apanham suas presas esperando por sua passagem a partir de um poleiro nas galhadas dos cerrados, borda de cerradão e mata.

Reprodução

Possuem um canto alto, chorado, em que parece estar dizendo “chacuru, chacuru”. Ele é mais emitido no período de reprodução (setembro a dezembro), quando pode ser escutado até nas noites claras. Macho e fêmea respondem um ao outro, bem como aos casais vizinhos, formando um longo coro.
Constrói seu ninho em buracos profundos, que cava em barrancos, solo acidentado ou às vezes mesmo em terreno plano, acabando em uma câmara incubatória, onde põe geralmente 2 a 4 ovos brancos e brilhantes.

Hábitos

Habita bordas de matas secas, capoeiras, matas de galeria, campos semeados de árvores, cerrado, caatinga, campos de cultura (cafezais, etc.); ao lado de estrada de ferro, pousando sobre fios elétricos, ruas arborizadas, beira de estradas e parques. Em muitos lugares é comum. Nos locais habitados, usa fios para se empoleirar. Evita entrar nas formações fechadas. Quando fica nervoso ou assustado movimentam a cauda com lentas oscilações laterais e também movimentos circulares; parando a cauda às vezes fora do eixo, provocando um aspecto estranho; imobiliza-se obliquamente quando assustado. Quando apanhado vivo, finge-se de morto para fugir inesperadamente. Vive periodicamente em pequenos grupos, que constituem aparentemente famílias (pais com filhotões); pernoitam pousados em galhos, encostando um no outro. Voz: Estrofe trissilábica, trêmula e descendente, macho e fêmea respondem-se mutuamente, “türu türu türu (fevereiro); seqüência prolongada e descendente morrendo terminalmente, “türu…..” (canto), emitido em todas as horas do dia mas mais eloqüentemente após o pôr-do-sol até o anoitecer, quando toda a população local participa da cantoria; “rr-rr-rr” (advertência).

Distribuição Geográfica

Ocorre do alto rio Madeira (Amazonas, Maranhão, Nordeste do Brasil e leste do Peru), ao Rio Grande do Sul, Paraguai, Bolívia e Argentina (Missiones). No sul aparentemente migratório.

Status de conservação: LC ( IUCN ).

Referências

Artigos

Galeria de Fotos